segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Amor, amor.
sábado, 13 de agosto de 2011
Humano, demasiado humano
Quando compreender o homem
Será seu ultimo feito
Estará fora de si
Traduziu o ser mais imperfeito
Satisfação não é seu natural
Nem mesmo quando está feliz
Como pode querer mais
Quando tem o que sempre quis?
Nada importa quando está cômodo
Se inquieta quando se acalma
Sempre busca o contrario do que tem
Nunca dá descanso a sua alma
Se reclama por amar alguém
Senta e chora quando não mais o tem
Lamenta por estar sozinho
As vezes foge se um parceiro vem
Ser humano insatisfeito
Não sabe o que quer
Sempre busca um caminho
E não entende o que é
quarta-feira, 20 de julho de 2011
O que é a amizade pra mim?
quinta-feira, 2 de junho de 2011
É a cara do amor.
Falar de amor? Sei não. Tá meio estranho falar disso agora. Sempre que quero falar de amor, acabo sem falar nada por não saber por onde começar. O amor pode ser assexuado, sexuado, platônico, dependente, conveniente...
O que eu sinto agora é simplesmente amor. Quero amar e pronto. Seja ele como for. Quero amar minhas amigas de trabalho, minhas lindas cachorrildas Sofia e Suka, minha família, minha amiga de pouco tempo, amiga de muito tempo, meu amigo de muitíssimo tempo que há tempos não vejo. Quero amar.
Quero amar até esse sms que acabo de receber d’uma amiga, me chamando de lindo e dizendo que está aliviada por não terem descoberto sua cagada e que pegou os dois caras que estava afim. Quero procurar as pequenas coisas para amar.
Outro amor que ando sentindo falta, é o do contrato com outra pessoa. Só nós dois podemos gozar desse sentimento. Sim. O namoro é contrato de exclusividade. Salvo os casos de adendos pelo percurso, sendo eles consentidos ou não. Taí, traição é quebra de contrato.
A vontade de amar de modo diferente um certo alguém, traz consigo um sentimento de querer amar o primeiro que se voltar totalmente para sua necessidade de atenção integral. Mas nem sempre é possível apresentar o contrato de exclusividade, ou às vezes por esse alguém não querer ser exclusivo, ou por não querer nenhum tipo de compromisso com você. Nem mesmo o compromisso descompromissado.
Falar de amor? Não. Quero mais não. Quero terminar esse dia sem falar nele. Sei que ele não vai com a minha cara mesmo.
Como é o amor? Imagino que seja assim: sem rosto, sem cheiro, sem cor, sem gosto, sem força, sem noção, sem sentido, com beleza, com feiúra, com cheiro de coisa boa, com cor de saúde, com gosto de beijo, com força descomunal, com noção de felicidade, com sentido direto no peito.
Ah, o amor! Me faz até acreditar que eu sei amar.
sábado, 7 de maio de 2011
Menina, eu sou é home...
Se eu sou menino que chora
Não gosto de jogar bola
Gosto mesmo é de moda
E ouço a voz do coração
Não quer dizer que sou menos homem
Tenho toda a documentação
Até couro de lobisomem
Aprendi a andar na contra mão
Tava cansado de ouvir tanta besteira
Dividiam a brincadeira
Só pelada, pique-pega
E eu querendo jogar peteca
Pra ser machão:
Coça o saco, Cospe no chão
Veste a peita do timão
Se tem problema, resolve na mão
Agulha e linha
De jeito maneira
-Sua irmã é costureira!
-Você deve buscar o pão!
Quando crescer
-Quero ver ser doutor!
-Engenheiro, não cantor!
-Nem pensar em ser ator!
Pensando bem, era isso que eu queria
É mais fácil ter a vida
Que meu pai me obrigou
terça-feira, 3 de maio de 2011
Onomatopeia
sábado, 9 de abril de 2011
Eus
Um dos milhões que sou, não tem muitos pudores. E talvez por isso seja tão reprimido quando encontrado no refúgio do anonimato.
As vezes me pego fugindo de mim mesmo quando apareço de uma forma não convencional. Existem vários de mim que nem eu mesmo conheço. Sei que existem, mas não conheço. Já percebi a presença muito forte do maldoso, frio, calculista. Sei também que existe o extremamente carinhoso, atencioso e romântico. Outrora me pego confabulando em pensamentos com o obsceno, sádico, promíscuo, despudorado, intrépido.
Tive dia desses, a oportunidade de coloca todos esses de mim para fora, e existir de outra forma. No momento em que fico de frente para esses “eus” me sinto acuado da boca pra fora, e reprimo o que vem de dentro. É um bloqueio que vem do subconsciente, ou sei lá de onde. A minha real vontade é de deixar todos virem à tona, acabar com a imagem que têm de mim, seja ela qual for, no exato momento em que minhas atitudes são vistas previsíveis. A vontade de fazer o inesperado é tamanha que assusta. Tenho medo de ser um caminho sem volta. Ou trazer conseqüências sérias, não salvo o risco de morte.
Pode parecer que estou levando tudo isso para uma dimensão desnecessária. Mas não, é a dimensão real da situação. É puro medo e pudor em demasia. O que acontece pode ser relacionado a uma ração química, tipo a combustão: situação atípica + medo do desconhecido = INSEGURANÇA.
Sempre tenho a sensação de estar perdido, e num constante desejo de que alguém venha me mostrar o caminho de saída. Ou de entrada para outra vida. Uma nova vida.
Porém, sei que basta ter coragem de enfrentar meus demônios e me livrar de toda a santidade que se mantém inerente em minha sensatez criada durante uma vida de repressão e confinamento em mim mesmo. A liberdade ainda é condicional. Devo reconhecer que já desconstruí muito do que eu era, e dessa forma sou mais feliz. Mas a busca da felicidade é constante. Somos insatisfeitos e sempre queremos a grama do vizinho. Meus amigos são mais livres, eu sou preso. E sei que, quando conseguir minha liberdade plena, sentirei vontade de me prender em alguma coisa só pra me sentir inquieto e buscar outro de mim.