sábado, 22 de outubro de 2011

Palavras

E o que eu faço

Com todas essas palavras rodando

E minha cabeça fritando

A minha boca vai soltando

Todas elas sem pensar


Nem todos estão esperando

Essa desordem se libertar

Eu sinto muito se elas entram tão brutas

É que eu não tive tempo

De lapidar nessa gruta


É que pra mim não pode ser ontem

Tem que ser agora

Pra amanhã eu querer

Uma palavra nova


E não perder o tesão de me libertar

No momento que ela sai pela porta

Vai pro mundo, e não se ela volta


Eu grito que amo

Mas odeio também

Vai de um extremo ao outro

É isso que me mantém

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Quando escolhi ser livre

Quando escolhi ser livre,

sabia que os detentos iriam se rebelar.

Nada novo, tudo igual

Não podia me arriscar


Quando escolhi ser livre

Vi minha vida mudar

As paredes que me cercavam

Abriram portas pr’eu passar


Quando escolhi ser livre

Vi meus entes entristecerem

Eu não era aquilo que eles queriam

Queriam ver eles mesmos crescerem


Quando escolhi ser livre

Cheguei aqui fora assustado

Encontrei um novo mundo

Diferente do meu mundo calado


Agora livre aqui fora

Vou conhecer outros olhos

Correr mundo a fora

E hoje eu sei

Sou mais feliz agora

Meu Pranto

Nunca verão minhas lagrimas em vão

Elas brotam por dor dos que partiram

E dos nunca mais voltarão


Dores da carne viva

São dignas do meu pranto

Dessas só remédios trazem o acalanto


Chorar por dor de amor

Não pertence a minha vivencia

Não choro pela paixão traída

Essas mudam, mas sempre terão a mesma essência


Quando as lágrimas caírem

Deixe que elas se resolvam

Elas secam sozinhas

E não pelas mãos de outro

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Amor, amor.

Eu sei que sou bom além do necessário. E por isso você tem tanto medo de mim. Coloque meu nome aí na sua lista, que você vive dizendo ser repleta de experiencias. Na frente escreva que você nunca sentiu nada igual, que vai se arrepender de ter sido covarde e que o mais prejudicado é você. Quero que você sinta meu cheiro a cada vez que o vento soprar, desejo que sua boca salive até desidratar, sentindo saudade do gosto do meu beijo. Quero também que todo carinho que os outros vão te oferecer, chegue até o seu rosto como o fio de uma navalha gelada. Sinta em sua carne o ardor de toda a paixão que sinto por você, e que me fez escrever o que você lê agora. Sim. Não consigo parar pensar em você, nos momentos em que te dei todo o carinho e atenção que nenhum outro até agora sentiu. Eu sou seu ursinho macio na pele de um ogro. Sou toda essa raiva contida e o amor como um todo. Amanhã quero acordar virgem de seus beijos e afagos. Não quero mais sentir falta daquele outrem que conheci. Quero partir da sua vida como um estranho numa multidão. Não quero mais ser dócil, não quero ser dócil. Certa vez você me disse que sua mãe lhe ensinou a não aceitar doce de estranhos.

"Amor, amor, vou te deixar morrer de novo."

sábado, 13 de agosto de 2011

Humano, demasiado humano

Quando compreender o homem

Será seu ultimo feito

Estará fora de si

Traduziu o ser mais imperfeito


Satisfação não é seu natural

Nem mesmo quando está feliz

Como pode querer mais

Quando tem o que sempre quis?


Nada importa quando está cômodo

Se inquieta quando se acalma

Sempre busca o contrario do que tem

Nunca dá descanso a sua alma


Se reclama por amar alguém

Senta e chora quando não mais o tem

Lamenta por estar sozinho

As vezes foge se um parceiro vem


Ser humano insatisfeito

Não sabe o que quer

Sempre busca um caminho

E não entende o que é

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O que é a amizade pra mim?

Quando se tem certa distancia de alguém querido, fica mais fácil enumerar defeitos e qualidades, já que esse distanciamento deixa os pros e contras mais vulneráveis ao julgamento emocionado. É difícil mensurar os defeitos e qualidades dos que estão muito próximos, quando se ama alguém, fica mais complicado de explicar o que agrada e o que incomoda. Junta tudo numa coisa só. Quando eu digo que alguém é meu/minha amigo/amiga, quero dizer que os compreendo e aceito nessa totalidade, esse "tudo numa coisa só", que eu chamo de AMIZADE.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

É a cara do amor.

Falar de amor? Sei não. Tá meio estranho falar disso agora. Sempre que quero falar de amor, acabo sem falar nada por não saber por onde começar. O amor pode ser assexuado, sexuado, platônico, dependente, conveniente...

O que eu sinto agora é simplesmente amor. Quero amar e pronto. Seja ele como for. Quero amar minhas amigas de trabalho, minhas lindas cachorrildas Sofia e Suka, minha família, minha amiga de pouco tempo, amiga de muito tempo, meu amigo de muitíssimo tempo que há tempos não vejo. Quero amar.

Quero amar até esse sms que acabo de receber d’uma amiga, me chamando de lindo e dizendo que está aliviada por não terem descoberto sua cagada e que pegou os dois caras que estava afim. Quero procurar as pequenas coisas para amar.

Outro amor que ando sentindo falta, é o do contrato com outra pessoa. Só nós dois podemos gozar desse sentimento. Sim. O namoro é contrato de exclusividade. Salvo os casos de adendos pelo percurso, sendo eles consentidos ou não. Taí, traição é quebra de contrato.

A vontade de amar de modo diferente um certo alguém, traz consigo um sentimento de querer amar o primeiro que se voltar totalmente para sua necessidade de atenção integral. Mas nem sempre é possível apresentar o contrato de exclusividade, ou às vezes por esse alguém não querer ser exclusivo, ou por não querer nenhum tipo de compromisso com você. Nem mesmo o compromisso descompromissado.

Falar de amor? Não. Quero mais não. Quero terminar esse dia sem falar nele. Sei que ele não vai com a minha cara mesmo.

Como é o amor? Imagino que seja assim: sem rosto, sem cheiro, sem cor, sem gosto, sem força, sem noção, sem sentido, com beleza, com feiúra, com cheiro de coisa boa, com cor de saúde, com gosto de beijo, com força descomunal, com noção de felicidade, com sentido direto no peito.

Ah, o amor! Me faz até acreditar que eu sei amar.